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Sobre a Raça

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bulldogs criados em apartamento.

Por Gilmar J. S. Barros do CARVING BULLDOGS KENNEL. (publicado na Revista Geração Animal nº 07.)

EDGARD III ULTRABULL CARVING

Mascote do time de basquete (infanto-juvenil) do Clube Botafogo de Futebol e Regatas, é criado em apartamento e tem como proprietário e amigo o atleta Rubens A. B. Martinelli (17 anos de idade) que prestigiou o nosso canil com a confecção de um Site para o Público Jovem.

Um assunto tenho observado gerar dúvidas e controvérsias "Os cães criados em apartamentos". Recentemente, numa conversa telefônica, uma Sra. Indagava-me quanto a conveniência de criar um BULLDOG no apartamento onde reside, bairro do Flamengo, Rio de Janeiro. Disse-lhe que sou um atento observador das rotinas desenvolvidas pelos meus BULLDOGS. Às 8h eles dirigem-se para o banho de sol, aí permanecendo por aproximadamente 15 minutos, após o que retornam para a sombra e até o meio-dia tornam a expor-se voluntariamente por mais três ou quatro vezes em intervalos de 40 a 50 minutos. (As literaturas do gênero quando abordam o assunto da construção de canil, orientam os construtores para que este seja planejado com a frente voltada para o ponto cardeal Norte, não só para evitar o vento Sudoeste como para o melhor aproveitamento da luz solar em benefício das instalações e dos caninos que nele habitarão. Os raios ultravioleta matam a maioria das bactérias numa exposição contínua de duas horas, destrói germes que se acumulam no chão, nos cantos e interior dos canis. Estes mesmos germes sobrevivem meses no escuro. A vitamina D sintetizada na pele através da luz solar desempenha papel importante na absorção do cálcio e da forma como o cálcio se deposita nos ossos para dar firmeza e rigidez. O sol é uma importante fonte de alimento e energia para cães e só recentemente começamos a entender a influência química da luz solar acionando os relógios biológicos e até determinando o amadurecimento dos organismos que compõe o corpo canino.

A luz solar influi bastante no crescimento e desenvolvimento do corpo e da mente, no funcionamento dos rins, na regulação das células do sangue, e em muitas atividades metabólicas. A energia solar penetra na pele, afetando os vários tecidos quer de direta, quer de forma indireta. A luz energiza certas células e determinadas substâncias químicas existentes nos tecidos às quais são receptíveis a luz solar).

Se o cão passar a maior parte do dia confinado ao interior de um determinado ambiente com reduzida penetração de luz solar, pode desenvolver o raquitismo que não está relacionado somente aos que padecem de subnutrição e os ossos longos, especialmente das patas, poderão se tornar frágeis e arqueados. Para passar ao largo deste problema alguns criadores/proprietários costumam ministrar vitamina D sintética, além do cálcio acreditando que o passeio diário supre com sucesso as necessidades do seu canino. Em parte o sucesso deste esforço dependerá do horário escolhido para a execução do passeio e do tempo de exposição à luz solar. A ausência de um espaço livre no habitat do canino pode comprometer a boa saúde e o bem estar do nosso mascote pois nada substitui com eficiência o banho de sol matinal.

De outro modo, confinar o cão num espaço ininterruptamente exposto á luz solar, ao invés de benéfico, é prejudicial porque o excesso de sol provocará desidratação, queimaduras e danos aos olhos. A córnea poderá se tornar queimada e inflamada e os raios solares, os ultravioleta, que atravessam a córnea, podem atingir as lentes oculares. Esse dano é irreversível, lento e doloroso.

Via de regra um apartamento com varanda, cobertura ao mesmo amplas janelas voltadas para o Norte ou Leste, onde haja uma boa incidência de raios solares, oferece melhores condições de habilidade, saúde e lazer ao cão, do que um outro com a frente voltada para o sul ou sudoeste, ou que esteja inserido meio a outras edificações permanente sombreado. Pois neste caso o canino pouco aproveitará os benefícios da luz solar para consolidar a sua saúde.

Vale lembrar que os cães tem instinto natural que os orienta a dosar com precisão o tempo exato de permanência ao sol, bem como quando e quantas vezes deverão conduzirem-se para estas exposições. Em atenção a isto cabe-nos o importante cuidado de patrulhar em quais são os locais onde o nosso mascote prefira ensolarar-se, zelando para que ele não encontre empecilhos nem obstáculos para atingir seu intento. Como algumas vezes ocorre quando um apartamento, apesar de bem posicionado com relação ao sol, tem cortinas cerradas durante a maior parte da manhã.

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Exercícios Físicos

Aos exercícios físicos atenção especial deve ter voltada para os horários, nunca permitir ao cão fazê-lo nas horas mais quentes, período em que o sol esteja a pino. São melhores as primeiras horas da manhã e as últimas da tarde, especialmente nas regiões mais quentes do país e principalmente no verão, estes cuidados nunca serão em demasia.

O BULLDOG é considerado como sendo a raça canina mais brevilínea; Por ser tão compacto, os exercícios físicos como correr acompanhando uma bicicleta (por exemplo) tornam-se proibitivos. O acompanhante do cão, deve continuamente avaliar o desempenho do cão na caminhada ou no trote e reduzir a marcha quando surgirem os primeiros sinais de exaustão. Os BULLDOGS como todas as demais raças podem ser gradativamente condicionados para as caminhadas quilométrias se seguido um processo criteriosamente cauteloso e de paciente progressão. O curto comprimento da capânula nasal dificulta o melhor aproveitamento do oxigênio. A constituição física não tolera temperaturas muito altas, acima de 38 graus centígrados, nestes casos manter o cão em repouso à sombra, evitar transportá-lo em caminhonetes com exposição direta ao sol, e em automóveis sem ar condicionado ou pouco ventilados.

Outra regra: nunca caminhar após as refeições, e ao chegar de um passeio, recolher a vasilha de água para evitar que o canino beba água antes de recompor-se e normalizar o fôlego e a temperatura do corpo. Preferível oferecer-lhe água decorridos 30 minutos após o término do exercício.

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Consequências da Prática de Bull-baitings na Raça Bulldog Inglês

Por Gilmar José S. de Barros – Criador.

BULL-BAITINGS – Lutas de cães contra touros praticadas entre os séculos XVIII e XIX
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ESTRUTURAL (fenótipo)

Com a constante seleção dos melhores e mais adequados exemplares, aqueles mais suscetíveis a ser vitoriosos na disputa, foram eleitos e reproduzidos e gradativamente se fixando na estrutura da raça os que possuiam um tórax largo e forte, uma mandíbula poderosa com prognatismo inferior, desta forma poderia continuar mordendo o touro sem interrupção da respiração (a narina ficou retraída), as rugas favoreciam o escorrimento do sangue pelas laterais do fucinho. O corpo largo suportaria os impactos das quedas. As patas foram se encurtando cada vez mais no sentido de adaptá-lo para que se mantivesse rasteiro e o mais próximo do solo possível para evitar os golpes dos chifres. O BULLDOG é uma das pouquíssimas raças caninas que são acaudadas (nascem sem cauda) mas, convenhamos, de nada serviria nas circunstâncias de um BULL-BAITINGS. (o BULLDOG atua retem as mesmas características).

TEMPERAMENTAL
Ferocidade (foi considerado o cão mais feroz do mundo), tenacidade, resistência a dor – existem relatos de que BULLDOGS golpeados e com parte das víceras expostas retornaram à luta. O cão tornou-se uma máquina de morder. Os bulldogs criados para combater se elegia baseando-se em duas características principais: CORAGEM e FEROCIDADE. As crônicas falam de uma aposta envolvendo uma enorme soma de dinheiro. O dono de um Bulldog, convencido de que seu campeão, uma vez mordendo o touro, manter-se-ía mordendo e preso ao touro inclusive se lhe cortassem as patas uma a uma. Encontrou quem aceitou e venceu a aposta.

Com a extinção oficial (decretada por lei) dos BULLBAITINGS o cão ficou restrito à marginalidade (em posse de maus elementos, em rinhas clandestinas) associando sua imagem ao bandidismo (com décadas de seleção para ferocidade, ele para mais nada serviria a não ser para lutar).

Foi tirado deste triste quadro devido ao esforço empreendido pelos amantes da raça que anos a fio, selecionaram os de melhor temperamento em detrimento aos de temperamento propício à prática dos inesquecíveis e banidos BULL-BAITINGS, o que resultou o BULLDOG atual equilibrado, confiável e seguro para os humanos.

Resumo do STANDARD do BULLDOG Inglês. FCI, nº 70 de 26.08.88, publicada pelo The Kennel Club.

PESO:
Macho adulto – 25kg
Fêmea adulta – 22,7kg

CABEÇA
A circunferência da cabeça deve equivaler, aproximadamente, à altura da cernelha (base do pescoço)

ALTURA
Ainda que o Standard não contenha especificação clara, um bom exemplar deve ter, aproximadamente, de 40cm a 50cm.

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